10/05/2017

DELATAR, DELETAR



Só crimes grandes. Porque existe a “delação premiada”. Compensa. Penas mais brandas. Refúgio para curtir. Sair do cotidiano. Devolver grana? Sempre sobra um bocado. Pensar, escrever. Talvez, até abrir uma editora e produzir best-sellers. Não faltará estória para contar. Escândalos... Pois só a vida não basta.

É próprio da vida ganhar e perder. Nem só uma coisa, nem outra. A partir de paradigmas, vitória e derrota, polos interagentes. Em matérias morais, exemplos do “caixa dois” e da “delação premiada”. Culpados que culpam culpados e culpados que culpam inocentes.  Todos, oligarcas e povo nas reservas do barco secular. Matérias morais: “sinto, logo quero”. De um lado, satisfação imediata e desejos exclusivistas; de outro, participação no grande palco a virar, depois, melancólica lembrança. Desperdício de tempo e energia? Erros políticos – a constante. Como cristão (a conferir) beleza e virtude nas causas perdidas. Ao se recolher em cavernas, vitória para o cansaço e soberba.

                                     


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