30/08/2016

MENOS VISTA GROSSA

Jamais deu certo em termos relativos, nem em termos absolutos. Promessas de políticos em época de eleição pouco cobradas depois do ato consumado. Digo, findo o pleito. Quando uma nova fase na história do país? Em nosso caso, nunca as coisas foram tão simples. De qualquer janela aberta, por mais estreita que seja vislumbra-se, ainda que num passe onírico: a economia nos trilhos, desatrelada de um passado arcaico; escolas e universidades sem doutrinação ideológica (o pensamento dos alunos se tornando mais livres); o fim do populismo fiscal e político; diminuição da classe pobre; ausência do cinismo que diz, quando o país melhora, que só o povo vai mal (época da ditadura militar no Brasil); o povo participando mais como protagonista nas decisões; o bolo do desenvolvimento sem crescer só para a casta de sempre; o país ficar pronto na caminhada, enquanto o povo cai no abismo; pararem de cortar a verba de investimentos das universidades, num comprometimento com a educação nacional; novas leis que não precarizam as condições de trabalho, generalizando as terceirizações e os parcos direitos do brasileiro; não só os bancos continuarem a ganhar enquanto o povo perde; parar a propaganda oficial travestida de notícia; menos circo sem pão; ser menos vítima da riqueza dos cartéis; juros mais baixos; diminuição do descontrole nos gastos públicos e nas irregularidades fiscais; nas eleições, pararem os acertos entre grupos de oligarcas; nada de regras sob medida para esvaziar debates e excluir candidatos; menos partidos, passando a representar o que prometem para o povo; prosseguimento da perseguição aos corruptos, com a ajuda de todos nós. Temos de enfrentar o costume, depois das eleições ou dos momentos de aparente transição para melhor, sem que as negociações do governo aumentem o nível da desigualdade para que voltem ao patamar de sempre.

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