Jamais deu certo em termos
relativos, nem em termos absolutos. Promessas de políticos em época de eleição
pouco cobradas depois do ato consumado. Digo, findo o pleito. Quando uma nova fase
na história do país? Em nosso caso, nunca as coisas foram tão simples. De
qualquer janela aberta, por mais estreita que seja vislumbra-se, ainda que num
passe onírico: a economia nos trilhos, desatrelada de um passado arcaico;
escolas e universidades sem doutrinação ideológica (o pensamento dos alunos se
tornando mais livres); o fim do populismo fiscal e político; diminuição da
classe pobre; ausência do cinismo que diz, quando o país melhora, que só o povo
vai mal (época da ditadura militar no Brasil); o povo participando mais como
protagonista nas decisões; o bolo do desenvolvimento sem crescer só para a
casta de sempre; o país ficar pronto na caminhada, enquanto o povo cai no
abismo; pararem de cortar a verba de investimentos das universidades, num comprometimento
com a educação nacional; novas leis que não precarizam as condições de
trabalho, generalizando as terceirizações e os parcos direitos do brasileiro;
não só os bancos continuarem a ganhar enquanto o povo perde; parar a propaganda
oficial travestida de notícia; menos circo sem pão; ser menos vítima da riqueza
dos cartéis; juros mais baixos; diminuição do descontrole nos gastos públicos e
nas irregularidades fiscais; nas eleições, pararem os acertos entre grupos de
oligarcas; nada de regras sob medida para esvaziar debates e excluir candidatos;
menos partidos, passando a representar o que prometem para o povo; prosseguimento
da perseguição aos corruptos, com a ajuda de todos nós. Temos de enfrentar o costume,
depois das eleições ou dos momentos de aparente transição para melhor, sem que
as negociações do governo aumentem o nível da desigualdade para que voltem ao
patamar de sempre.
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