Sem postar nos blogs por falta de internet. Até suruba estomacal
(frituras, caipirinha, cerveja). Mesmo tomando remédios fitoterápicos, além de
Diovan (para hipertensão). Deram-se muito bem. Salvo pela brisa marinha e muito
sol. Ouvindo João Gilberto (melhor do que “The Voice”). Um pouco de violão doméstico
nas pegadas inalcançáveis do baiano. Obediência irrestrita à esposa Maria. Até
“evangelho no lar” fizemos na segunda-feira. Além da sesta, nesta semana, indo
para a cama às 21 horas. Sem cinema, nem filmes na TV. Tranca, rotina diária em
Atibaia, não interrompida. Geralmente eu perco. Aqui, dois dias, eu ganhando de
virada. Estranha novidade, nenhum livro para ler. Eu me nutrindo politicamente,
depois dos últimos acontecimentos, graças à Folha. Colunistas da melhor cepa. O
grão de areia Marina, quase provocando o sepultamento da “velha política”. Sei
que para a Física basta um grão de areia caindo no montículo... Dois efeitos:
Estabilidade ou convulsão. Antes, 20 centavos. Agora, quem sabe? O marketing
selvagem mudando a onda. Longe estamos de ideólogos diversos para alterar a
relação Estado-Governo. Poder que não muda é perverso. Novidade para mim: o
fato de se propalar o fenômeno da “delação premiada”. Ilegalidades em prisões e
ameaças pagas com mais ilegalidades. Para o sono dos justos? Como num spa.
Poder e criminosos dando as mãos. Verdades e mentiras somadas. Dormindo cedo até
me vi voltando à quadra de tênis como jogador e instrutor. Velhos tempos... Mim
comigo, intermediado pela Maria. Na relação homem-complemento feminino, ela o
meu único amor. De onde eu escrevo, janela aberta para o “pão do espírito”
(Hélio Pelegrino referindo-se ao mar). A caneta escreve, enquanto vou ouvindo
samba (JG). Penso reproduzir expressões anotadas nos espaços vazios das letras
impressas na Folha: governabilidade e grão de areia; caos e complexidade; como
nos preparar para as intempéries (quando o grão escorrega do montículo); os
famigerados 20 centavos; a “velha política” fisiológica e corrupta (fragilidades
decorrentes); Estado e Governo ao se eternizarem no poder; se a voz do eleitor
não for ouvida, uma convulsão perversa; a importância do ideológico diverso
diante do perigo do clientelismo e do populismo (a alternância do poder tende a
ocorrer no jogo das ideologias)... Tudo que é estável e robusto, tanto na
natureza como nas relações humanas, pode revelar frágeis singularidades. Caso,
por exemplo, da “delação premiada”, presente de grego, Benesse em clima de
coação ilegítima e deslavadas mentiras, a título de sobrevivência.
(Peruíbe, sábado, 11, outubro, 2014)
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