12/09/2014

QUANDO QUERER É PODER


Meu lixão particular. Quase que não jogo nenhum jornal fora. Costumo até fechar olhos e ouvidos quando minha mulher e netas se arvoram como ajudantes e servidoras. Tomam a iniciativa de pôr alguma ordem no caos. Antes eu estrilava mais. Agora compreendo que entulhos ocupam espaços, atrapalhando meus melhores ímpetos de atuação artística e literária. Acumulo, juntando principalmente os cadernos culturais e objetos como pastas, papéis, livros... (Tudo para mim termina com um etcétera...) Hoje, lembro que desde os anos 1970 as outras páginas dos jornais contam com articulistas preciosos. Nos anos 60 e 70 meu despertar para acordes de descompassos. Em nossa época de informação eletrônica, ninguém precisa ser um Ph.D. para ostentar cultura livresca. Basta algum treino para beber nas fontes de algo profundo e infinito. É quando todas as dores se alcamarão e um só pensamento, um só sentimento subam a píncaros de lucidez. Luzes a alimentar a ânsia de compreensão e mergulho no que alimenta a pobreza da intelectualidade e do espírito. Vejo que a capacidade de sacar esquemas e selecionar subjetividades é mais importante do que o puro saber cumulativo. Saber para usar é menos valioso do que a compreensão de textos e contextos. Eis o que faz bem para o espírito: quando a ação corresponde a algo melhor digerido, como pressupostos e teorias. Foco na  largueza que engloba cognição e afetividade. Outro aspecto é a transcendência, sem o quê nossa vida se fragiliza no desejo e nas quimeras. Sei que utopias chegam a virar realidades. E as complexidades das construções subjetivas podem ser perversas... Vivo na minha vocação intelectualista sempre repercutindo ideias e sentimentos que aprendi a selecionar. Tarefas com objetivos vitais

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