25/07/2013

QUEM ME PAGA?

Quinta-feira, 25 de julho de 2013, primeiras horas da manhã, começa a música de Vangelis, filme “Carruagens de Fogo”. Minha escrita diária, interrompida por compromissos do cotidiano familiar de dois velhos. Quando não carregar pesos (móveis que mudam de lugar), pôr o lixo lá fora, atender a pedreiros, ir a supermercado, não tomar um delicioso consommé preparado pela Maria... A música seguinte já é de Steiner, filme “Casablanca”. Desktop à frente, vou para o “Meu computador”, “Euclides Sandoval (G)”, “Blog 2008...”, chego aos textos dos meus ipansoteras, do blogspot.com, do twitter. O ato literário surge de um impulso. O fundo musical tem ajudado. Meus dedos movidos na digitação, quando não a caneta no papel dos Cadernos. Estou terminando o último, já com mais de quinhentas páginas, o de número 24, iniciado em julho de 2012. Uma compulsão dessas, cada caderno com quatrocentas páginas, em média. De dias e horas e anos, pulsão de prazeres e obrigações, testosterona acesa, chego à fase de menos horas a me comandar, mas reforçando o conceito de que burocracia e participação pertencem a uma superfície única de duas faces. Como nas gravuras da criação do mundo, águas superiores e inferiores, não sabemos onde elas começam e onde terminam. Mesmo sem ideias claras e distintas (Descartes) e menos hormônio escrevo, talvez no ritmo da musicalidade. Às vezes, melodias evocativas de filmes assistidos, ou a assimetria de um instrumental mais livre.

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