PASSOS NA CONTRAMÃO
(Para quem quer fatos, gente pragmática que só acredita no que está comprovado e com números.)
O que pode ser visto, chega aos sentidos e, de preferência, contabilizado nos laboratórios da ciência e da técnica: O impressionante aumento da população mundial e a incrível demanda de alimentos; a avalanche de coisas supérfluas no mercado de produtos e serviços; os milhares de itens numa loja de departamentos (para o índio sobreviver basta uma centena de coisas); metrópoles que vão virando ilhas de calor, diminuindo as condições de filtragem do solo e do ar (pela concretagem, pelas fábricas e veículos poluentes); o não ter habitação e desviver em caixotes chamados casas; a crescente dificuldade em ocupar espaços, estar, construir, ir e vir; os congestionamentos de veículos nas cidades e estradas; a competição desenfreada pela posse e concentração de coisas materiais e subjetivas; o poder buscado a qualquer preço, ofendendo o homem e a natureza; o espírito belicista sempre se aprimorando; preconceitos étnicos e religiosos, alguém se achando melhor do que o outro; a violência crescente; o medo do risco para se autorrealizar naquilo que dá prazer e não implica em prejuízo para os seres; as relações humanas mais sensíveis, substituídas por objetos eletrônicos e sua potencialidade isolacionista face à pessoa no aqui e agora... Caberia um grande etcétera. Só para não me estender no que a mídia diária televisiva faz com maior eficiência, e é confirmado pelo comportamento dos cidadãos, enfoco o lado menos sombrio: o papel da imaginação criativa a ser aplicada praticamente em todas as áreas do agir e do pensar, do fazer e do sentir, das sensações e da intuição. Receitas dependem da escolha de cada um, daí a não-receita e o não-dever peremptório – acreditar que o mundo em que vivemos nasce do que pensamos e sentimos... e, também, das próprias sensações e intuições. Aprender a conhecer a si mesmo, como ser integral (corpo-mente-espírito), e a administrar o lado sombrio que nos caracteriza, nutrindo o que liga consciente e inconsciente sob os pontos cardeais do pensamento, do sentimento, da sensação e da intuição. Nossos interesses, nesse navegar, se dirigiriam para o que menos polui e destrói, para a alegria da autorrealização em termos subjetivos e concretos. A luz do farol, em alto mar, não nos prende, só mostra uma solução que pode estar pronta. Esquisito não se pedir perdão pelo otimismo.
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